quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O fim.


A audácia de cravar o fim

Pôr as mãos no tempo

E arrancá-lo da sua função

De dividir o passado do presente

Levantar o sonoro NÃO

Emuralhar o beijo

Emoldurar o amor

Embrulhar o que foi

E não levar pra viagem

Secar o que fica

Afinar o que resta

Esfarelar o que sobra

Usar mãos de faca

E cravar o fim.

O fim.


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7 comentários:

Marcelo Mayer disse...

seria o repouso merecido

Alonso Zerbinato disse...

Pra, de mãos limpas e consciência tranquila, recomeçar tudo de novo. Né?

Rafael Anderson disse...

O fim sempre é o início de um novo ciclo.
O fim remete ao começo

Rebeca Brum disse...

Oiiee..
fazia muito tempo que não aparecia!!
é que passei muitas vezes e vc ainda não tinha postado..
e agora pra minha surpresa fui presenteada com belissimos poemas!!
que lindooo viu??!!
agora que vc "voltou", tbm vou voltar!!
hehehehe

bjus linda
e quero logo poder ler "Ela,a outra e eu".

")

polegarzinha disse...

cada vez que vc termina, minha vida se ilumina num belo recomeço ao seu lado... do princípio ao fim, sempre.. e pra sempre.

Luma Haze disse...

acho que fala de um jeito tão cru que se mescla com a total sensibilidade... muito bonito mesmo!
beijos,
Luma

Xandy Britto disse...

O termino sempre é doloroso, no mínimo, nos modifica. Ainda bem que pessoas acalmam mais que lexotan. Adorei a poesia. XB