segunda-feira, 22 de março de 2010

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Madrugada de olho arregalado
No gargalo bebo o breu
Nesse eu que não sai de mim
Vai, enfim, loucura
Injúria sem cura
Doçura em fúria
Procura deserta, tristeza
Memória obesa e esperta
Pesa, pula, inquieta, fura
Faz do tombo, rombo
Arroubo de inquietação
Prisão, roubo como acusação
Causa e culpa procuram conclusão
Assassinaram o segredo
Enredo assinado pelo medo
Coroada em erro do topo do muro
Esmigalhada caio em chão duro
No escuro pela mão me retiro
E me reviro, então, em puro
Pó.

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5 comentários:

Marcelo Mayer disse...

depois é hora de semear de novo... evaporar quando misturada a agua

Karolline Garcês disse...

Nem tenho palavras..
=)

É só o que posso dizer.

Ma'S disse...

Porque no fim das contas, tudo se torna pó... e depois a gente começa tudo de novo com toda a esperança...

amei!

Anônimo disse...

Madrugada de olho arregalado
Doçura em fúria
Memória obesa e esperta
Causa e culpa procuram conclusão
No escuro pela mão me retiro
E me reviro, então, em puro
Pó.
Como escrevestes minha querida. Aqui estou!
01:22 H
Inquieto
Lembrando
Não tenho chance
No luar
Paro de escrever me viro e desisto.
Se você entender o texto responde a mim (carlosanttonio@limao.com.br )
Sei que será difícil.... + espero até o amanhecer ..

Xandy Britto disse...

Passei por aqui, curioso que sou e achei lindo teu espaço, querida amiga poeta. Lindos os que li até agora. Fuxicarei mais. Vou deixar no teu face e aqui meu espacinho também:

http://xandybritto.blogspot.com/

Ah! E já estou te seguindo aqui. Nos falamos!

Bjokas, do amigo,

XB